O coordenador do Núcleo de Captação de Órgãos de Campina Grande, Caio César, afirmou, em entrevista à Rádio Panorâmica FM, que é possível que a doação de órgãos seja realizada a partir da verificação da morte encefálica.

Ele citou que diversos órgãos e tecidos podem ser transplantados, como coração, pele, pâncreas e córnea.

Segundo Caio, o protocolo soma dois exames clínicos realizados por médicos diferentes e um exame de imagem para que exista 100% de especificidade no diagnóstico da morte encefálica para que o doador esteja apto a realizar a doação.

Ele ainda disse que o paciente, quando está vivo, pode doar um rim e pedaços de outros órgãos, como fígado e pulmão, em casos específicos.

– As circunstâncias se dão quando existe a evolução, em decorrência de uma lesão neurológica grave, para uma realidade de irreversibilidade dessa lesão neurológica, a gente chama esse quadro de morte encefálica – disse.

Caio destacou que a Paraíba teve um aumento significativo no número de doação de órgãos e frisou que, para ser doadora, é preciso que a pessoa converse sobre a sua intenção com seus familiares.

– Tivemos um aumento exponencial, a gente fala de um aumento de 200% de captação de órgãos – pontuou.