Filhos, netos e bisnetos de Pedro Florentino, de 83 anos, começaram a vivenciar o luto pela morte do patriarca da família, que aconteceu na noite desta segunda-feira (25), após um acidente com uma plataforma elevatória na residência da vítima, em Ponta de Campina, Cabedelo, município da Grande João Pessoa.

O idoso morreu depois de sofrer uma parada cardíaca, em decorrência do despencamento do equipamento que ele mantém em casa, para se deslocar do térreo para o primeiro andar. A plataforma foi construída por ele e por um dos filhos de forma artesanal, para que a esposa, que é cadeirante, pudesse subir e descer com tranquilidade.

Ela também estava sendo transportada quando o acidente aconteceu. A idosa teve apenas ferimentos leves, porque a cadeira de rodas acabou amortecendo a queda. No entanto, por precaução, foi levada para o Hospital de Trauma da capital em uma ambulância do Corpo de Bombeiros.

Segundo boletim médico emitido pela unidade hospitalar, a mulher, de 82 anos, passou por procedimentos médicos de emergência e recebeu alta ainda durante a madrugada, de 1h25.

A delegada Wanderleia Gadi, que esteve no local, confirmou que o acidente ocorreu após um dos cabos do equipamento se romper. “Segundo relatos feitos pela família, a própria vítima, juntamente com o filho, teria produzido e instalado esse elevador, praticamente artesanal. Não foi uma empresa que instalou, não tinha uma manutenção periódica como deveria. Ele mesmo, quando notava algum barulho, chamava o filho e fazia a manutenção”, explicou.

Familiares de luto

Na manhã desta terça-feira (26), a repórter Pollyana Sorrentino, da TV Tambaú, entrevistou alguns familiares de Pedro Florentino, na residência da vítima. Segundo os parentes, o idoso era bastante ativo, lúcido e fazia caminhadas regularmente. Ele era casado há mais de 60 anos com a esposa.

“Foi uma tragédia que a gente nunca imaginou que fosse acontecer. A dor está grande. Só a misericórdia do Senhor”, relatou uma das filhas.

Já Pedro Neto, que tem o mesmo nome do avô, destacou a importância de seu Pedro para todos os sete filhos e os mais de 50 netos, bisnetos e tataranetos.

“Nós estamos muito tristes, porque ele era a representação da família inteira. Ele guiava nossa família, dava o nosso rumo. É um momento de lamentação para todos, temos agora que dar forças à minha avó, que ela precisa, assim como nós todos. Ele morreu para dar a vida a ela. Meu avô era companheiro demais”, desabafou.