Juiz avaliou que ficou comprovada a prestação de contas por parte do ex-gestor

O ex-prefeito do Município de Alagoa Grande, João Bosco Carneiro Júnior, foi inocentado da prática de improbidade administrativa. A denúncia foi feita pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A sentença foi de decisão do juiz Jailson Shizue Suassuna, durante o Mutirão da Meta 4, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

De acordo com o MPPB, o ex-gestor não teria prestado contas dos recursos recebidos pelo Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), fato que ocasionou o bloqueio de recursos levando o Município a ficar inadimplente perante o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), havendo prejuízo ao Estado no montante de R$ 181.872,60.

Por sua vez, a defesa informou que os recursos foram devidamente aplicados no transporte escolar dos alunos do ensino fundamental do município. E todas as despesas realizadas foram devidamente comprovadas com a documentação contábil pertinente, registradas e enviadas para o Sagres do Tribunal de Contas, ficando toda a documentação na Prefeitura, sob a guarda do Município.

O juiz Jailson Shizue avaliou que ficou comprovada a prestação de contas por parte do então prefeito. “Portanto, o núcleo objetivo e prático da controvérsia estaria, única e exclusivamente, no fato de demonstrar que houvera prestação de contas dos recursos recebidos do PNATE, o que se desincumbiu o promovido através da prova documental”, destacou.

De acordo com a sentença, não estão presentes os requisitos legais para a qualificação do ato de improbidade administrativa praticado pelo gestor. “Da mesma forma, não está demonstrada a má-fé, premissa do ato ilegal e ímprobo para se impor uma condenação ao réu. Também não se vislumbrou ofensa aos princípios constitucionais da Administração Pública para configurar a improbidade administrativa”, ressaltou o magistrado, ao julgar improcedente o pedido feito na Ação Civil Pública.