Nos últimos meses, a Paraíba tem sido palco de operações policiais, denúncia e flagrantes de corrupção envolvendo agentes públicos do Estado e de municípios. Nesta segunda-feira, 13, o Ministério Público do Estado denunciou o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e mais 34 pessoas supostas de integrarem uma organização criminosa. Além disso, vereadores e prefeitos de cidades paraibanas foram presos recentemente por envolvimento em esquemas de desvio de dinheiro público.

Para o promotor Octávio Paulo Neto, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do MP da Paraíba, responsável pela investigação, o Estado foi um “ambiente de experimentação” de uma organização criminosa que buscou introduzir uma “gestão azeitada por atos de corrupção”.

“Isso tudo foi propiciado e catalisado pela opacidade dos contratos de gestão, que é uma reflexão que eu creio que todo o Brasil precisa fazer”, afirmou para a reportagem do Estadão o promotor, que considera que o modelo de gestão via Organizações Sociais, cerne do esquema revelado pela Calvário, “criou um ambiente propício para a corrupção”.

‘Práticas massificadas’

O promotor Octávio Paulo Neto afirma que essas práticas são “massificadas e antigas” e os controles “deficientes” do Estado efetuados pelo Tribunal de Contas propiciam esse “estado de coisas”.

“De fato os auditores assinalam as práticas contrárias à legislação e inadequadas do ponto de vista contábil ou orçamentário, mas como os conselheiros botam de baixo dos braços os processos e, egressos da política, dão os encaminhamentos de acordo com suas ideologias e partidos, as coisas se instalam com esse viés corrupto e a gente vivencia tudo isso no dia a dia”, disse o promotor.

Clique AQUI e confira a reportagem completa