Circulou na imprensa nessa segunda-feira (27) notícia de que ‘Réus da Operação Xeque-Mate vão responder a processo de improbidade administrativa’, dando-se a entender que se inicia um novo processo contra as pessoas citadas.

Cumpre inicialmente esclarecer que o processo citado teve sua petição inicial protocolada em 26 de setembro de 2018, ou seja, a mais de um ano e meio, e trata dos mesmos fatos investigados na Operação Xeque-Mate, tendo apenas um despacho de recebimento da inicial feito recentemente, após apresentação das defesas prévias de todos os réus, procedimento previsto na lei de improbidade administrativa.

Frise-se, desde então, que mesmo sendo réu no presente processo, a defesa de Fabiano Gomes tem produzido provas no sentido de comprovar a inocência dele, uma vez que este nunca foi servidor público municipal de Cabedelo e nunca recebeu qualquer valor do Município que pudesse gerar prejuízo ao erário público.

Em nenhum momento Fabiano Gomes favoreceu ou concorreu a qualquer ato de improbidade, sendo assim, incabível a atribuição dos atos narrados na inicial como sendo de improbidade e de responsabilidade deste.

Tal fato se comprovou por alegações recentes, trazida à imprensa em vários portais de notícia onde o ex-prefeito Luceninha descarta categoricamente a participação direta de Fabiano Gomes, como se vê nos trechos de noticia abaixo descritos:

“O ex-prefeito de Cabedelo, José Maria de Lucena Filho (Luceninha), prestou depoimento à Policia Federal na terça-feira, 19, em que afirmou, categoricamente, não ter sofrido qualquer pressão por parte do radialista Fabiano Gomes para renunciar ao cargo de prefeito.

Luceninha foi ouvido na Polícia Federal acompanhado por seu advogado, Rodrigo Santos, dentro da fase processual das investigações da Operação Xeque-Mate.

Além de rechaçar pressão do radialista, Luceninha afirmou que foi ao flat de Fabiano Gomes já com decisão tomada e para pedir ajuda para a redação de sua carta-renúncia, alegando que não conseguia mais cumprir as despesas administrativas da Prefeitura de Cabedelo”.

Tal fato se confirma com o depoimento de Leto Viana, que deixa claro a não existência de qualquer vínculo por parte de Fabiano Gomes com a Prefeitura de Cabedelo, como se vê abaixo:

“De acordo com Leto, Fabiano era consultor do empresário Roberto Santiago antes mesmo dele assumir a gestão de Cabedelo. O comunicador seria o responsável pelas estratégias de marketing para barrar a construção do Pátio Shopping Intermares. Ainda segundo o ex-prefeito, o elo financeiro de Fabiano seria apenas com Roberto Santiago”.

É de se esclarecer que, como se vê acima, todo envolvimento de Fabiano Gomes se deu por contratos que tinha a época com uma empresa privada de um dos réus e que sua participação se deu apenas na apresentação e aproximação de alguns personagens de toda história que já sabemos.

Vale-se ressaltar finalmente que Fabiano Gomes, desde o início de todo o processo, se colocou a contribuir com a Justiça para a elucidação dos fatos, estando a inteira disposição para qualquer esclarecimento.